Presidente da China encerra nesta sexta visita aos EUA

Acordos fechados entre EUA e China vão gerar empregos, segundo americanos
O presidente da China, Hu Jintao, encerra nesta sexta-feira uma visita de quatro dias aos Estados Unidos que, segundo analistas, marca um avanço, ainda que modesto, nas relações entre as duas maiores potências mundiais.
Em Chicago, última parada da viagem antes de seguir para Pequim, Hu deverá visitar empresas chinesas da região e uma escola que tem o maior programa de ensino de mandarim nos Estados Unidos.
Durante os três dias que permaneceu em Washington, o líder chinês foi recebido com pompa e honrarias, em uma visita considerada a mais importante desde que Deng Xiaoping foi recebido por Jimmy Carter em 1979.
Depois de um ano de crescente tensão entre os dois países, Hu e Obama reafirmaram a disposição de cooperar e reforçaram o discurso de que as boas relações bilaterais são importantes tanto para os Estados Unidos e a China como para o resto do mundo.
Foram discutidos temas de atrito entre os dois países, como a desvalorização da moeda chinesa frente ao dólar, o déficit americano na balança comercial, os problemas de pirataria e propriedade intelectual, o avanço militar chinês, a tensão na península coreana e a questão dos direitos humanos.
Também foram fechados alguns acordos de comércio bilateral no valor de US$ 45 bilhões que, segundo o governo americano, vão gerar milhares de empregos nos Estados Unidos.
"O governo americano conquistou exatamente o que pretendia: demarcar suas posições em um amplo leque de questões nas relações entre Estados Unidos e China, parecer forte em preocupações sobre temas como direitos humanos, trazer um pouco de ímpeto para a relação e obter alguns pequenos avanços em comércio e investimentos", disse a analista Elizabeth Economy, do Council on Foreign Relations, em um artigo publicado no site da entidade.
Retórica
A visita de Hu é uma retribuição à viagem feita por Obama a Pequim em novembro 2009. Na ocasião, os dois líderes chegaram a divulgar uma declaração conjunta em que ressaltavam a necessidade de reduzir a desconfiança mútua.
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